AS FESTAS DO CORDEIRO

​Quando criança me lembro de meus pais me levarem à Igreja e me dizerem que aquela noite teria uma festa.


Geralmente havia alguma apresentação teatral de crianças; alguns grupos apresentavam números musicais (cantatas, solos, duetos, quartetos...)

Como sempre havia uma pregação e quando voltávamos pra casa eu sempre me perguntava: QUE FESTA?

Infelizmente me desviei da Presença de Deus, e quando longe eu participei de muitas festas. Aquelas reagadas à bebidas alcoólicas, drogas, e outras tantas coisas que não quero lembrar.

​Já adulto, me casei e a primeira coisa que fizemos foi celebrar o primeiro natal em família, com uma árvore, presentes, parentes meio que trazidos no laço, juntados, mesmo sem muito vínculo entre eles....

Ah a Páscoa (pra alguém como eu que não como chocolate, nada mais chato!)... QUE FESTA?

 Voltei pra Igreja, e as mesmas coisas... As chatíssimas Festas cristãs, onde ninguém se divertia, e todo mundo ficava assistindo coisas mau feitas (talvez quem participasse se divertia)...

Ou o apelo pra Festas do mundo, em que o fim sempre era o pecado, e o vazio... Ah nunca mais quero aquele vazio dentro de mim...



Ainda não pastor, comecei a ler coisas do tipo: "Me celebrareis Festa!", Será que Deus quer que a gente se divirta?

Não pode ser igual àquelas de quando eu era pequeno, nem Deus aguenta aquilo!



Não pode ser igual àquelas de quando estava no mundo, Deus não merece aquilo!

Deve haver algo mais?



Entendendo que Deus me chamou para amar os Judeus e alcançá-los com este amor que mudou minha vida, sempre fui julgado quando falava sobre este assunto, porque me diziam: Isso é coisa de Judeu! Estamos na época da Graça e não na Lei...



Eu preferi ficar com a Bíblia, e onde diz: "Me celebrareis Festa, perpetuamente"; "Estas são as minhas Festas"; eu entendi que queria dizer: "Pra sempre" e que são "Dele as Festas".

Quanta coisa de lá pra cá, foi revelada diante dos nossos olhos. Pela misericórdia de Deus, a Festa quase pagã, que se celebrava anos atrás de Tabernáculos, começou a transformar-se, e hoje não é mais a Única a ser celebrada.

Hoje não estão mais dizendo que é coisa de judeu, e estão procurando aprender para poderem se divertirem também na Presença de Deus.



Desde os primeiros cultos na Betlehem, celebramos (lá do nosso jeito um Shabat - neste dia tudo começou); celebramos nosso primeiro Purim (que diversão); Celebramos nosso primeiro PÊSSACH (Quanta reverência e quanta revelação), e assim estamos hoje, mais de dez anos depois, nos surpreendendo e recebendo revelação nova a cada ano...



Eu descobri, que Festa a gente tem que comer; a gente tem que dançar; a gente tem de cantar; a gente tem de participar... Eu descobri também, que se alguém vem só pra assistir e não participa de nada, é meio chato mesmo, como quando na minha infância, por isso é nosso grande alvo, que todos que se reúnem a nós, possam participar e se alegrar e receber força e livramento, e não celebrar algo que ocorreu a milhares de anos atrás com um povo que desconhecemos, mas EXPERIMENTAR HOJE, algo que pode mudar nossa vida, porque O Deus que fez lá, está vivo aqui!



CELEBREMOS FESTAS AO ETERNO!

Paulo de Tarso, apóstolo

Este livro é uma importante fonte para um conhecimento mais profundo sobre as Festas, usado para o ensino de crianças judias, com o fundamento da cultura e tradições judaicas, nos permite aprender e ensinar de uma forma lúdica para uma geração que crescerá com uma compreensão muito maior que a nossa que há pouco tempo entendia que as Festas descritas na Bíblia eram apenas para os judeus.

Nossa sugestão é que usem este material, comparativamente com a Bíblia e o que A Palavra de Deus fala sobre as Festas, para que os não judeus crentes em Jesus, deixem de experimentar a Beleza da Revelação de Deus, por meras tradições humanas. O Equilíbrio e o desejo verdadeiro de servir a Deus devem ser nossa lastro para um conhecimento mais profundo sobre o assunto.